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A história do bairro Coroa do Meio, onde fica a Praia dos Artistas

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A história do bairro Coroa do Meio, onde fica a Praia dos Artistas

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A história do bairro Coroa do Meio, onde fica a Praia dos Artistas, é uma das mais fascinantes e complexas de Aracaju.
Ela envolve engenharia arrojada, contraste social e uma intensa disputa contra a força do mar. 

 1. O Surgimento: De Bancos de Areia a Território de Aracaju.
Até meados do século XX, a Coroa do Meio não era terra firme. Mapas antigos do século XIX registravam apenas grandes bancos de areia móveis (as chamadas "croas") na foz do Rio Sergipe. Com o tempo e o acúmulo de sedimentos, essas ilhas de areia cresceram e se estabilizaram.
Toda aquela área pertencia originalmente ao município de São Cristóvão. Somente em 1954, a região da Coroa do Meio e da Atalaia foi oficialmente transferida e incorporada ao território de Aracaju.

2. A Grande Obra de Engenharia (Anos 70 e 80).
O isolamento da Coroa do Meio acabou em 1977 com a inauguração da Ponte Godofredo Diniz, ligando o local ao bairro 13 de Julho.
A partir daí, a prefeitura deu início a um projeto audacioso: transformar aquela zona de mangues, areia e maré alta em um bairro planejado através de um imenso aterro hidráulico. A intenção inicial era criar um loteamento residencial valorizado, inclusive para abrigar servidores da Petrobras.

3. A Fúria do Mar e o Quebra-Mar.
A natureza cobrou o seu preço de forma rápida. Nos anos 80, a forte dinâmica das marés e das ondas na foz do rio começou a erodir gravemente a área aterrada.
O avanço do mar destruiu as primeiras ruas planejadas, engoliu galerias pluviais e alagou diversos lotes. Para conter essa destruição e proteger o bairro artificial, o poder público teve que construir barreiras de pedra — os famosos quebra-mares (ou gabiões) que moldam a paisagem da Praia dos Artistas até hoje.

4. O Contraste Social: A "Maré do Apicum".
Enquanto a parte planejada e aterrada valorizava, o entorno do manguezal sofreu uma ocupação desordenada por famílias de baixa renda e pescadores.
Nasceu ali a comunidade da Maré do Apicum, que se transformou em uma das maiores favelas de palafitas do Nordeste. Durante décadas, o bairro viveu um contraste brutal: condomínios luxuosos de um lado e milhares de pessoas vivendo sobre a maré em condições extremamente precárias do outro.
Este cenário só mudou drasticamente nos anos 2000, por meio do Projeto Integrado Coroa do Meio. A prefeitura realizou a reurbanização da área, retirando as famílias das palafitas, construindo casas de alvenaria com saneamento básico e abrindo novas avenidas.

Curiosidade sobre o nome "Coroa do Meio" .
Embora a explicação geográfica seja a existência das "croas" arenosas que ficavam no meio da foz do rio, os antigos moradores guardam uma versão bem mais poética: diz a lenda local que o jornalista e político sergipano Olímpio Campos, ao ver três mulheres maduras e elegantes caminhando por ali, comentou que a "coroa do meio" era a mais bonita de todas.

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Alto risco de afogamento Evite nadar nesse local, alto risco de afogamento.
Bom para Pesca Local indicado para pesca, com boas condições para pescadores.